[Dia 1/Desafio] Resenha - Kaori, Perfume de Vampira

sexta-feira, 21 de outubro de 2011



O segundo livro do meu desafio de 7 livros em 5 dias. Vamos lá.




Kaori- Perfume de Vampira
Autor:
Giulia Moon
Editora: Giz Editorial
ISBN: 9788578550417
Ano: 2009
Páginas: 371

Pra ler ouvindo:
Gackt – Fragrance
Them Crooked Vultures – No one loves me & Neither do I
Peaches – Boys Wanna Be Her
Queens of the Stone Age – You got a Killer Scene There, Man

Resenha:


Japão Feudal e Avenida Paulista, muito folclore japonês, muitas notas de rodapé, uma pitada de sado-masoquismo, uma menina com o perfume da sedução que alterna entre forte dominadora e indefesa dominada e vampiros em uma forma clássica e ainda assim contemporânea. Essa é a formula do sucesso do livro vampiresco Kaori – Perfume de Vampira.


Kaori começa como uma garota simples, que vive no Japão feudal do período Tokugawa. Excepcionalmente bonita, chama logo a atenção da antagonista Missora, a Okami-san (dona) de uma casa de prazeres que quer a menina como sua mais nova mercadoria a qualquer custo. Com o andar da trama, seu pai e único guardião morre, deixando a menina a mercê dos cuidados sádicos de Missora. Logo um kyuketsuki (vampiro, do japonês kiu- sugador, ketsu- ketsueki, sangue e ki-demonio) experiente cruza o caminho de uma Kaori com sede de vingança.
Por outro lado, vemos uma São Paulo contemporânea, onde uma estranha organização secreta investiga os hábitos noturnos (e também soturnos) dos vampiros. Samuel Jouza (sim, com J. é um sobrenome eslavo) é um vampwatcher, um observador dos comportamentos dos desmortos. Depois de salvar um menino das criaturas que investiga, descobre que existem muito mais perigos acerca delas do que ele imagina.

Kaori me conquistou, gente. Assumo que quando soube que era um livro de vampiros não criei muito interesse não, mas assim que soube do que se tratava (e, o mais importante, de como tratava) a história, eu corrí para ele como se ele fosse a ultima coca-cola do deserto.
A autora já me conquistou quando soube que algumas partes se passavam no Japão feudal, o folclore japonês também me agradou,mas o golpe de misericórdia mesmo foi a Kaori gostar de Gackt (músico japonês). Pronto, PONTO PARA O TIME DAS MENINAS, já morri de amores.

No começo, acreditei que seria difícil manter a alternância de capítulos entre o Japão antigo e São Paulo nos dias de hoje, já que passagens de uma cultura antiga e distante soam bem mais atrativas do que lugares nos quais eu passo todos os dias. Estava enganada, mais uma vez. A alternância de capítulos foi perfeita, de modo que cada um se encerra te deixando curioso, e o seguinte não faz por menos. No final você quer os dois desfechos e não sabe qual quer primeiro. E nos capítulos que se passam aqui eu pude me sentir realmente dentro da história. Viciante.

Nossa protagonista, Kaori, alterna entre momentos de total submissão e outros onde se mostra totalmente dominadora, dá pra perceber bem isso em sua aparência. Seus trejeitos sensuais e perfume convidativo contrastam com sua aparência adolescente(já que foi transformada enquanto bem jovem), de uma forma que só a deixa mais enigmática e atraente aos olhos das outras personagens. Ela é malvada na medida certa, e se você espera o clichê do vampiro bonzinho não vai achar nela o que procura. Além dela, quem me cativou mesmo foi a Missora, ah, essa desgraçada! A vilã do livro não deixa por menos mes-mo. Ela é uma mistura deliciosa da frieza e liderança de O-ren Ishii em Kill Bill com a cólera, obstinação e astúcia de Hatsumomo em Memórias de uma Gueixa, adicione nessa mistura um toque vampirístico que torna tudo ainda mais interessante e pronto, temos a nossa odiada e maldita “Karasu-onna.” (mulher corvo)

As personagens secundárias são um show a parte: alguns são mortais que passaram pela vida de Kaori, outros são vampiros que possuem trejeitos e habilidades próprias e características marcantes, outros são criaturas mitológicas e folclóricas que vivem nas sombras, aparecendo em pontos chave da trama. Ou você os ama ou odeia e torce para que eles morram da pior forma imaginável.

De modo geral, é um livro muitíssimo bem escrito, que te prende do começo ao final. Ele me fez acreditar mais no potencial dos livros nacionais. E ah, não leiam esse livro no metrô ou sala de aula, ou lugares aonde as pessoas costumam ficar do seu lado bisbilhotando o que você lê por cima do seu ombro. É garantia de, no mínimo, rolar uma situação constrangedora.

“Kaori chorava em silêncio sob o grosso futon, que escondia suas dores, as maiores deste mundo. Mas anotou mentalmente o seu único objetivo para um futuro bem próximo: vingança contra a mulher que assassinou seu pai.”

2 comentários:

  1. Sarah, a resenha tá muito esclarecedora. Nunca tinha ouvido falar dessa autora, e mesmo não sendo fã de histórias com pano de fundo japonês (falo isso hoje né, porque antigamente meus desenhos preferidos eram criações japonesas) eu com certeza leria esse livro com prazer.

    Resenha bem argumentada, explicou um pouco o enredo e não deu spoilers POOONTO pro blog *-*
    Beijos :*
    @pirulitolimao

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  2. Estava olhando as postagens do blog aleatoriamente e, olha, um comentário!
    Brigada pelos elogios, faço o que posso pra manter as resenhas o mais corretas possível sem dar spoiler ou me prolongar demais.

    Beijos :*

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