[Dia 2 e 3/Desafio] Resenha - A Garota Americana

sábado, 22 de outubro de 2011


Nosso quarto livro do desafio, A Garota Americana, da Meg Cabot. Lido nos dias 2 (21/10/11) e 3 (22/10/11) do desafio.

A Garota Americana
Autor: Meg Cabot
Editora: Record
ISBN: 9788501066961
Ano: 2009
Páginas: 347

Pra ler ouvindo:

Muito, mas MUITO No Doubt. E Gwen Stefani.Sério.
KT Tunstall – Miniature Disasters
Corinne Bailey Rae – Put Your Records On
Corinne Bailey Rae – Trouble Sleeping
Garbage – I’m Only Happy When It Rains
KT Tunstall – Suddenly I See


Resenha:
Samantha Madison tem 15 anos e muitos problemas com o mundo. Filha do meio, com duas irmãs : uma garota-prodígio superdotada e uma irmã mais velha que é a garota mais bonita e popular do colégio, ela tem mil e um problemas com o sistema. Tingiu o guarda-roupa inteiro de preto de luto por sua geração apática.Tem a alma artística e sensível e pra piorar tem uma queda imensa pelo namorado da irmã, um também rebelde sem causa, artista e esquisitão como ela.Sua vida muda quando, numa reação totalmente inesperada, ela salva o presidente de levar um tiro. Depois disso as coisas nunca mais foram as mesmas.

Minha estréia com Meg Cabot não me decepcionou, e como eu não esperava muito desse livro, me surpreendeu. Peguei ele porque queria conhecer Meg Cabot e por causa de algumas citações divertidas que a Maiary me mostrava na aula. Gostei do jeito como escreve, tornando as histórias extremamente leves e fluidas, e ainda assim emocionantes.Você se pega torcendo muito, se identificando muito e morrendo de vergonha alheia em algumas partes.

Samantha Madison consegue cativar. Ela é uma garota desajeitada, do tipo que não gosta de maquiagem, não tem um cabelo dos mais arrumados e é uma artista totalmente incompreendida. Perdida dentro da família, ignorada na escola, com um guarda-roupa de gosto duvidoso e coturnos com margaridas pintadas de branquinho e marca-texto, ela tem um pouco de quase toda garota nela. Ela me ganhou com seu gosto pra filmes , musica e livros (Ela gosta de Kill Bill. E de Clube da Luta. E de No Doubt.E de desenhar. ), mas é impossivel não se identificar com pelo menos um pedacinho dela.Meg soube como construí-la. É uma personagem cheia de singularidades ( é ruiva, canhota, se veste de maneira estranha, é uma filha do meio, gosta de ska, é uma artista incompreendida...) que se sozinhas não fariam muita diferença em uma personagem, mas todas elas juntas sempre fazem você se identificar com pelo menos algumas. E isso faz você torcer para ela e se imaginar na história em diversas partes, mesmo não sendo uma garota americana.

De repente, essa garota que parecia ser ignorada por tudo e por todos faz algo totalmente inesperado, e de impulso: derruba um homem no momento em que ele ia atirar no maior símbolo da democracia mundial, o Presidente dos Estados Unidos.

O modo como a Meg encerra a maioria dos capítulos é o que eu mais gostei no livro. Ela termina com listas de coisas, como por exempo “10 razões por que eu não suporto minha irmã Lucy” ou “as 10 razões principais por que eu gostaria de ser Gwen Stefani” , o que só tornou a leitura ainda mais divertida e descontraída. As referências a filmes, artistas e todo o resto também são uma boa adição no livro, mesmo que quem leia não conheça muito sobre elas. (E se não conhece, pesquise que vale a pena. Se vocês não conhecem a Gwen Stefani e o No Doubt, vão ouvir imediatamente. Eu e Samantha recomendamos)

Após salvar o presidente, Samantha precisa frequentar a Casa Branca e descobre que o filho do presidente é na verdade o cara que elogiou seus coturnos pintados com margaridas durante uma aula de desenho que foi obrigada a fazer pelos pais (por tirar notas baixas na aula de alemão, já que desenhava o tempo inteiro).

Os dilemas entre ela, sua irmã, Jack (o namorado da irmã que Samantha ama em segredo), sua professora de arte (que é uma personagem muito marcante, sempre fazendo Sam evoluir e aprimorar suas opiniões), sua melhor amiga socialmente excluída, o fato de ter de mostrar suas opiniões a pessoas que a ignoram e todas as confusões onde ela se mete não deixam a desejar, e a leitura não se arrasta em nenhum momento.
Recomendo a quem procura uma leitura leve e sem compromisso. É totalmente pra sentar, pegar os fones de ouvido com o Tragic Kingdom do No Doubt e relaxar enquanto lê.


“Filha do meio(também conhecida como eu mesma): Perdida na confusão.Nunca consegue o que quer. Filha com maior probabilidade de se transformar em adolescente fugitiva, vivendo de restos de Big Mac recolhidos nos lixos atrás do McDonald’s local durante semanas até que alguém perceba que ela desapareceu.

É a história da minha vida


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