Text Tuesday #2 - Sobre clichês literários e comparações.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Segunda Text Tuesday chegando antes tarde do que nunca, também com polêmica. Vamo lá:


Sobre clichês literários e comparações

Modas, elas acontecem até no meio literário. Acontece quando alguém parece encontrar a “fórmula do sucesso” e mais autores investem nela e pronto, rola aquele um BOOM de livros com a mesma temática. Acontece com os relacionamentos das personagens(triangulo amoroso: QUEM NUNCA?) , acontece na construção das personagens principais (o trio com um engraçado, um esperto e um líder, QUEM NUNCA TAMBÉM?) , com o tipo do livro (por exemplo, a profusão de livros distópicos que está acontecendo agora, como Jogos Vorazes, Feios, Destino...) e com o tipo das personagens (anjos, vampiros... preciso realmente falar mais?)

Alguns gostam da profusão de livros do mesmo tipo, já que a chance de gostar de livros parecidos é maior, outros dizem que há um desgaste em ver sempre a mesma equação mil vezes e isso resulta em desinteresse e na sensação de “li um então li todos” que gera críticas sobre livros que muitas vezes a pessoa nem leu, já há a idéia de que se leu um livro sobre o tema já é o suficiente. Com o desgaste dessas fórmulas, vem alguns preconceitos literários e, como sempre, as malditas comparações. Embora elas possam ser saudáveis, muitas vezes tomam maior proporção do que devem, fazendo com que muitos livros apenas pareçam os mesmos e que tudo pareça um clichê gigante.

Comparações, elas são inevitáveis. Quando um livro faz sucesso mundial, todos os outros que vem depois sofrem com as comparações. É mais justificável quando os dois livros partilham do mesmo tema ou clichê (como tem acontecido com vampiros), mas algumas pessoas se dedicam a exclusiva arte de caçar semelhanças em livros que não tem absolutamente nada a ver (Percy Jackson e Harry Potter, por exemplo. Sério, gente, sério mesmo?). E as comparações sempre vão mais além, desde com as semelhanças entre livros (olha, esse casal é igualzinho a tal casal de tal livro!) e diferenças entre eles (coisas do tipo “anjos não fazem isso e isso, não tá nos livros mais antigos sobre! “). Esquece-se que embora alguns livros usem certa fórmula aqui e alí e tenham semelhanças, aquilo é só um alicerce pra uma história que pode se desenvolver muito além disso, dando espaço pra ser bem diferente das coisas que conhece. Não é porque tem um trio principal que é Harry Potter, não é porque tem triângulo amoroso que é o novo Crepúsculo.
O problema de colocar as coisas todas no mesmo saco é que depois que chegam as comparações, o leitor sente-se obrigado a “assumir um dos lados”. Ou ele gosta de Anne Rice ou de Diários de Vampiro, ou você lê Percy Jackson ou Harry Potter. Isso é desnecessário, gente. Existe espaço demais nos nossos corações e nas nossas estantes pra “assumir lados” numa batalha, como se pra ser fã de uma coisa você obrigatoriamente não pode gostar de outra que, muitas vezes, nem se parece com o que você já gosta. As vezes uma onda de livros com o mesmo tema pode ser algo proveitoso (distopia, por exemplo, tô amando) e, enquanto a crítica e comparações entre livros podem ser saudáveis e ajudar a quem procura novos títulos, as vezes passa do limite e cria imagens erradas nos leitores em potencial. Também não se deixem levar por esses anúncios fantasiosos, já que a maioria falha ( Tomem por experiência própria: quem nunca ouviu que tal e tal séries eram o novo Harry Potter? Eu já ouvi umas quinhentas vezes, e as séries nunca tinham NADA A VER. Só serve pra criar picuinha isso.) Por favor, não fechem suas mentes e abram seus livros.

Music Monday! #2 - OK Go

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vamos pro Music Monday #2, gente. A segunda banda a ter a honra de ser nossa banda da semana (HAHAHAH) é o OK Go !



OK Go é uma banda americana de indie rock de Chicago, mais conhecida pelos seus singles Get Over It, A Million Ways e Here It Goes Again. Eles são Damian Kulash (guitarra, vocais), Tim Nordwind (baixo), Andy Ross (guitarra) e Dan Konopka (bateria). (fonte)

Você provavelmente já os conhece ou viu algum clipe deles na internet por aí. Eu conheci o OKGo desse jeito, quando o clipe de Here It Goes Again era viral na internet graças a sua coreografia, hm, peculiar com esteiras que me dá uma vontade louca de imitá-la por aí até hoje (Não façam isso em casa. Nem na escola, nem no trabalho, nem na academia. Principalmente na academia. Ou chame um adulto (ir)responsável pra supervisionar, HAHAHAHAH)

A banda é ótima, vocês vão ficar com as músicas durante semanas grudadas na cabeça e vão querer juntar 3 amigos pra fazer as coreografias über criativas dos clipes. (Eu ainda vou fazer a de A Million Ways, cês me aguardem.) E pra melhorar tudo ainda mais, quem curtir a banda e for de São Paulo e do Rio vai poder ver os caras de graça, simples assim. A banda vai fazer 10 pocket shows gratuitos no Brasil, só chegar e assistir, assim, de boas(Se alguém de São Paulo for, se vocês verem uma criatura do cabelo verde por lá, sou eu. Hehehe) Pra quem quiser mais informações, ó, clica aqui.


Bora pras músicas, gente. Vem comigo que é sucesso.









Espero que vocês gostem <3

Review Thursday #1 - Resenha de Axolotle Atropelado

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


Axolotle Atropelado
Autor: Helene Hegemann

Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570588
Ano: 2011
Páginas: 208

Pra ler ouvindo:
The Distillers - City of Angels
Queens of the Stone Age - Feel Good Hit of the Summer
The Sex Pistols - Pretty Vacant
Queens of the Stone Age - Sick, Sick, Sick










Resenha:


É um livro confuso, que beira ao surrealismo e, caso você não seja um adolescente rico, drogado e jogado nas ruas que são palco da cena underground de Berlim, vai lhe parecer mais irreal e fantástico do que qualquer livro sobre criaturas mágicas. É um livro onde não importa pra que lado você olhe, nunca vai se identificar com alguma das personagens e muito menos ter afeição a qualquer uma delas. Mifti, nossa protagonista de 16 anos totalmente perdida, após a morte da mãe tem uma vida que não se parece em nada com a de outras garotas de 16 anos por aí. O axolotle, a pequena salamandra que dá nome a este livro é um retrato dela e de todos os que a cercam: é um animal que nunca sai do seu estado "adolescente".

Não me surpreende que tenha tantas criticas negativas, pois não é um livro de fácil compreensão. Mistura gírias, linguagem complexa e passagens em inglês, além de ser brutalmente desconexo. É impossivel compreender o livro se você observar de fora, esperando que a narradora te entregue descrições precisas e que te façam compreender seu mundo. Ela simplesmente te joga numa realidade desconhecida, com suas viagens e reflexões causadas por toda a sorte de substância ilegal.Se você não for, ao menos durante a leitura, um adolescente drogado em Berlim, nunca vai entender suas entrelinhas e pensamentos desconexamente drogados. 

Pra quem procura uma leitura leve e descompromissada, dê meia volta e pegue outro livro. São 208 páginas com peso de 600 ou mais, e muitas passagens lidas e relidas para perceber se aquilo realmente aconteceu ou foi só mais uma metáfora ou viagem (e muitos trechos que, para os de estômago fraco, será uma tortura para ler). Ainda assim, recomendo. Um livro forte, que faz juz a toda polêmica a sua volta.

Text Tuesday #1 - Leitores de Bestseller x O mundo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vamos estrear essa Text Tuesday com polêmica, meu Braseel!


Leitores de Bestseller x O mundo

Já aconteceu comigo. Já aconteceu com muita gente que eu conheço. Pode ter acontecido com você também, ou talvez você já tenha feito isso. O fato é que não são incomuns situações do tipo onde fulaninho x comprou um livro bestseller e está lendo-o e fulano y, super cult, olha a pessoa de cima a baixo e tira sarro.Não é raro encontrar gente que gosta de determinado tipo de livros e esconde dos amigos por “não ser cool” também.
Essas divisões existem, gente. Não adianta fingir que somos todos um grupo de leitores felizes unidos, pois isso não acontece. Dentro do próprio mundinho literário existem preconceitos com certos autores e obras, exatamente como existe no mundo musical. Se você não lê autor x e y, você não entende de livros, se lê bestseller você não é inteligente, se lê livros cult não sabe respeitar o que é novo. E as interminaveis rivalidades continuam por aí.

Quando foi que essa indústria voltada pro conhecimento e entretenimento virou apenas símbolo de status, gente? Desde quando gostar de algum gênero ou autor faz você menos legal ou inteligente? O caso mais comum hoje em dia acontece com os fãs de Twilight, obra que era must na estante de muita gente até virar “moda” e ser rejeitado massivamente, só pra dar um exemplo. Ler livros não é mais questão de gosto ou entretenimento, virou símbolo de status. O que você lê te define, e não o contrário. Se a massa considera um livro ruim, vira sinônimo de vergonha dizer que gosta dele, e muitas vezes obras boas perdem leitores em potencial por críticas negativas desse tipo. Quando perguntamos a alguém de quais livros a pessoa gosta, talvez ela nem seja 100% sincera ao dizer, com medo de ser julgada. Aliás, eu acho meio errado por si só “julgar gosto literário”.Acho que quem faz isso acaba sendo fútil e pedante.

Ler Dostoiévski não te faz mais culto, ler Bestseller não te faz futil e nem burro. Não tem problema nenhum gostar de livros que “o bom senso” não permite.Afinal, quem faz esse “bom senso” na maioria das vezes nem leu o que considera ruim e não aprendeu nada sobre o principal dos livros: não julgue-os pela capa. E, principalmente, não aprendeu que gosto é algo pessoal e variável, tornando essa história de “bom gosto” um grande mito. O que existem, sim, são gostos compatíveis, mas dividir as pessoas entre as que tem “bom gosto pra livros” e as que tem “mau gosto” é infantil e pequeno demais. Acaba transformando o prazer de ler livros de muita gente em algo a que se envergonhar, e afasta as pessoas que desejam entrar no mundo dos livros mas não sabem por onde começar, sem contar que divide as pessoas em dois grupos no estilo "Israel e Palestina". Nada impede ninguém de ler Kafka num dia e Stephenie Meyer no outro, e negar isso é muito “pré-escola” pra minha cabeça, e só prova que muitas vezes os "arautos do bom gosto" na verdade são mais infantís do que os "pobres coitados que não conhecem nada além de bestseller".

Music Monday! #1

segunda-feira, 7 de novembro de 2011


Bem, esse é o primeiro Music Monday do blog, yay! Segunda-feira costuma ser sempre um dia chatíssimo, e a intenção do MM é deixar as segundas-feiras de vocês menos Boring com algumas indicações musicais. Foi meio difícil escolher qual seria a primeira indicação de banda do blog, então eu só escolhi aleatoriamente o que eu estava com vontade de ouvir. Sem enrolação, vamos ao que interessa. A nossa primeira banda do Music Monday é o Noisettes!


"Noisettes é uma banda de indie rock de Londres composta pela cantora e baixista Shingai Shoniwa, pelo guitarrista Dan Smith, e o baterista Jamie Morrison. A banda só alcançou o sucesso comercial e o reconhecimento nacional com o segundo single de seu segundo álbum, "Don't Upset The Rhythm", que alcançou o segundo lugar na UK Singles Chart na Primavera de 2009."

Eu me apaixonei a primeira escutada com o Noisettes. Ouví "Don't Upset The Rhythm" num vídeo completamente aleatório de maquiagem.Fui correndo digitar a letra da música no google pra achar a banda, e eu viciei. Passei dias, semanas ouvindo e baixando as músicas e apresentando a banda pra todo mundo que eu conheço, e pra completar eu ainda ví os clipes (e achei a Shingai Shoniwa muito, mas muito diva MESMO). Sabe quando bate aquela coisa de "como eu consegui viver sem ouvir isso antes?" ? Então, esse foi o sentimento. E, depois de devidamente fã da banda, descobri que Sister Rosetta provavelmente fará parte da trilha sonora de amanhecer parte 1! Como vocês já devem saber, na Comic-Con foram exibidas cenas do filme. Uma delas era justo a lua de mel de Edward e Bella, onde tocava essa música do Noisettes.

Vamos as músicas, gente. AVISO: São TOTALMENTE viciantes.

Don't Upset The Rhythm


Wild Young Hearts

Every Now And Then


Sister Rosetta (Capture The Spirit)


Espero que gostem! :)
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