[Dia 5 - Desafio] Resenha - O Guia do Mochileiro das Galáxias

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


Autor: Douglas Adams
Editora: Sextante
ISBN: 9788599296578
Ano: 2009
Páginas: 204
Pra ler ouvindo:(umas escolhas deveras peculiares aqui, mas eu li ouvindo essas músicas e curti.)
Arctic Monkeys – From the Ritz To The Rubble
Arctic Monkeys – D is for Dangerous
The Smiths – Panic
Blur – There’s No Other Way
Blur – London Loves
Blur – Essex Dogs
Gorillaz – Every Planet We Reach is Dead





Resenha:
NÃO ENTRE EM PÂNICO

É numa quinta-feira terrível e idiota como todas as outras que a nossa história começa. Com um começo bem simples, aliás: começou com uma casa.


Arthur Dent, terráqueo sem lá muitas amizades e morador de uma casa que só ele parecia gostar descobre um dia antes que sua casa seria demolida para dar lugar a um importantíssimo desvio. Revoltado, decide deitar na frente do trator que iria demolí-la até que seu único amigo, Ford Prefect, um ator desempregado e meio estranho que na verdade é um alienígena que mora alí meio vizinho de Betelgeuse, resolve comunicá-lo sobre algo inadiável. Depois de ter a casa demolida, Arthur se revolta até perceber que vogons estão demolindo a terra sob o mesmo pretexto: construir um desvio importantíssimo, e o fazem sem cerimônia alguma.


Confuso, Arthur que agora é o único terráqueo sobrevivente,acaba pegando carona numa nave espacial junto com seu amigo Ford, e descobre que ele na verdade é um mochileiro que fora abandonado por 15 anos na terra fazendo pesquisa de campo para a nova edição do livro mais vendido do universo: o guia do mochileiro das galáxias, que é um guia sobre praticamente tudo. É no meio dessa confusão cheia de coisas improváveis e aleatórias acontecendo a todo momento que começa a viagem de Arthur pelo universo.

Vou tentar fazer uma resenha curta para o livro, que também é curtíssimo.Ele é todo cheio de personagens caricatos e inesquecíveis como o confuso Arthur, seu amigo Ford e o robô maníaco-depressivo Martin. Possui toda uma escrita rápida e dinâmica com capítulos curtos e estilo próprio, que inclui notas de rodapé que tomam quase toda a página e coisas do tipo. Aviso de antemão que vai ser dificílimo escolher apenas uma ou duas passagens preferidas pra deixar no final dessa resenha.

Eu me apaixonei perdidamente por esse livro. Sarcástico, bem humorado e inteligente, quase passa despercebido como nonsense mas para quem observa o mundo atual com cuidado e certo cinismo vai entender toda a sua genialidade e achar graça de nós mesmos e tudo a nossa volta. É uma crítica social na sua mais divertida e satírica forma e, como diz em sua própria contra-capa, diverte e faz pensar.

“Toda a minha vida eu sempre tive uma impressão estranha, inexplicável, de que estava acontecendo alguma coisa no mundo, uma coisa importante, até mesmo sinistra, e ninguém me dizia o que era.

- Não – disse o velho -, isso é só uma paranóia perfeitamente normal. Todo mundo no Universo tem isso.”
"- Sabe – disse Arthur , é em ocasiões como esta, em que estou preso numa câmara de descompressão de uma espaçonave vogon, com um sujeito de Betelgeuse, prestes a morrer asfixiado no espaço, que eu realmente lamento não ter escutado o que mamãe me dizia quando eu era garoto.

- Por quê? O que ela dizia?
- Não sei. Eu nunca escutei."



“É um fato importante, e conhecido por todos, que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Por exemplo, no planeta Terra os homens sempre se consideraram mais inteligentes que os golfinhos, porque haviam criado tanta coisa ― a roda, Nova York, as guerras, etc. ― enquanto os golfinhos só sabiam nadar e se divertir. Porém, os golfinhos, por sua vez, sempre se acharam muito mais inteligentes que os homens ― exatamente pelos mesmos motivos.”

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