[Dias 4 e 5/Desafio] Resenha - A Arte Perdida de Guardar Segredos

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


A Arte Perdida de Guardar Segredos
Autora: Eva Rice
Editora: Record
ISBN: 8501076724
Ano: 2008
Páginas: 392


Ps: Perdão pela qualidade da imagem, gente. Não achei uma melhorzinha :(









E se segurem pra esse Pra Ler Ouvindo, ele vai ser gigantesco. Bring it on!


KT Tunstall - Suddenly I See
The Asteroids Galaxy Tour – The Golden Age
Queens of the Stone Age - The Lost Art of Keeping a Secret
Johnnie Ray - Just a Walkin' In The Rain
Guy Mitchell – Rock-A-Billy
Bill Haley - Rock Around The Clock
Bill Haley - Razzle Dazzle
Bill Haley and his Comets - See You Later Alligator
Elvis Presley – Mystery Train
Elvis Presley – Heartbreak Hotel
Peggy Lee - He's A Tramp
Peggy Lee – Fever
Billie Holiday – If The Moon Turns Green
Billie Holiday – You Go to My Head
Billie Holiday – Autumn in New York

Resenha:

A Arte Perdida de Guardar segredos foi um livro que me encantou do começo ao fim. Eu nem percebi suas páginas passando e terminei-o querendo mais e mais. É totalmente baseado em coisas improváveis que acontecem na vida da protagonista e como cada coisa que se soma a essa bola de neve acaba afetando sua vida de uma forma que ela nem imaginava, e para sempre. Tudo se inicia quando Penelope aguarda seu ônibus no ponto e é abordada por uma charmosa estranha que com todo esse magnetismo a convence em cinco minutos a dividir um taxi e tomar um chá com sua tia Clare. Nesse chá, conhece a igualmente charmosa Clare e o exótico e interessante Harry, um ilusionista dono de um jeito totalmente diferente e peculiar de lidar com a vida.


Penelope parece ter sempre o foco da sua atenção em outras pessoas, o que a difere da maioria das protagonistas.Ela sempre se sentia ofuscada por algo: Seja seu irmãozinho aspirante a astro do rock bonito e encrenqueiro, a beleza arrebatadora de sua mãe, a irreverente e linda amiga Charlotte ou o peso do nome do lugar em que mora: Milton Magna Hall, uma casa centenária e famosa e a ponte da Londres atual pós guerra com seus tempos antigos, que possui suas histórias e seus “fantasmas”. É só quando o imprudente Harry a convida sem a menor cerimônia a frequentar festas da alta sociedade para fazer ciúmes em sua ex namorada que ela começa a desabrochar e tomar consciência de seu próprio brilho, em meio a figurões americanos ricos, shows de astros da música, garotas instáveis, jantares no Ritz e sapatos Dior.

Apesar da história que parece não prometer muito, o desenvolver do livro é ótimo, não é previsível como parece e passa por muitas reviravoltas.Eu estava com saudade de ler algo não tão focado nos cenários e sim nas personagens, e elas são encantadoras e imprevisíveis. No começo, a idolatria de Penelope por sua amiga Charlotte e pela beleza de sua mãe me davam nos nervos, mas não é assim mesmo que acontece na vida? É um espelho de seu próprio comportamento que ela esteja sempre sob a sombra de alguém, o que muda com o decorrer da história.

A Arte Perdida de Guardar Segedos é cheio de um charme todo especial, improvável, gostoso de ler. Os anos 50, festas caras no Ritz, as extravagâncias do pós guerra, os Teddy Boys, os cantores que deixavam as adolescentes em histeria, as roupas, as singularidades de cada personagem e o cenário inglês onde tudo isso ocorre, tudo nele é delicioso e divertido sem ser óbvio. As cenas entre familias (seja a familia de Charlotte ou a de Penelope) são cheias daquelas peculiaridades que as famílias possuem, tornando tudo um pouco mais real e próximo. Tem toda uma elegância própria que vale a pena ser descoberta e apreciada a cada página. Fico indignada que um livro tão gracinha desses não seja lá muito conhecido.

"[...] Inigo , que passava a maior parte do tempo na escola, era ainda pior do que eu. Ele vendia chocolates, gibis e até cigarros para seus colegas mais novos no mercado negro.[...]

-Você não acha que deveria parar de gastar tanto dinheiro consigo mesmo e dar um pouco para Mama?
[...]
- Não quero dar a Mama meu dinheiro sujo – Disse Inigo, sério. – É derramá-lo sobre Magna. Seria como amaldiçoar o lugar.
- Mas gastar consigo mesmo é aceitável.
- Já vendi minha alma ao diabo pelo bem do rock’n’roll.
-Ah, você tem resposta para tudo - disse eu, contrariada."

“[...]
-Ela diz que eu sou preguiçosa.
- Você é?
-Claro. Qualquer pessoa sensata é.Você não?”

“Eu não conseguia afastar a sensação de que algo importante, algo vital, estava rondando além do meu alcance, algo que mudaria tudo para sempre. Aceitar tomar chá com Charlotte tirara minha vida de seu curso normal, me afastara das trilhas familiares pelas quais eu viajara por toda a minha vida até então.”

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